
O maior segredo do amor não é por que amamos, mas por que deixamos de amar.
Nem procure recapitular o que bebeu na noite anterior.É a ressaca da sobriedade. Um imperioso repuxo da boca.
A descoberta é sutil como perder um prendedor de cabelo. Quase insignificante como um enjoo, um cansaço. A consciência surgiu por acaso,sua origem não é bem certa, de repente na hora de escovar os dentes ou ao lavar a louça ou ao atender o telefone. Não tem lógica. Saímos do centro de gravidade que nos tornava absolutamente dependente dos gestos e das atitudes do outro. Estamos livres para pensar sozinhos e,ao mesmo tempo, presos para sempre na incompreensão.
O desamor é tão fulminante quanto a atração, mas com consequências embaraçosas.Como narrar o que não tem enredo e reunir sentido em frases soltas e ensimesmadas?
Por que é duro sair de casa sem um motivo. Duro encarar quem amamos tanto tempo sem oferecer nenhuma explicação adequada e convincente para o fim.Duro conversar sem mesmo entender como ocorreu a passagem de lado, de uma fidelidade extrema e desesperada à indiferença. Duro executar a tarefa,sabendo que alguém aguarda ansiosamente uma palavra para desaguar os traços,uma palavra onde possa colocar a culpa e amaldiçoar nosso nome. Esse alguém precisa da palavra que não temos, como um pai ou uma mãe do corpo desaparecido do filho.
Vive-se a tragédia de não ter uma tragédia.Não haverá uma causa específica para a distância. Fugiremos do contato visual, por não corresponder mais às expectativas.
O que aumenta a penumbra é que incrivelmente nunca mais encontraremos nosso par, apesar de viver na mesma cidade, frequentar o mesmo bairro, dividir gostos semelhantes. Nenhum esbarrão no mercado ou na praça. Os amigos em comum apagam as pistas. Não dá para compreender se mudamos os hábitos ou os hábitos não nos pertenciam mesmo e queríamos agradar pensando que eram nossos.
Nem procure recapitular o que bebeu na noite anterior.É a ressaca da sobriedade. Um imperioso repuxo da boca.
A descoberta é sutil como perder um prendedor de cabelo. Quase insignificante como um enjoo, um cansaço. A consciência surgiu por acaso,sua origem não é bem certa, de repente na hora de escovar os dentes ou ao lavar a louça ou ao atender o telefone. Não tem lógica. Saímos do centro de gravidade que nos tornava absolutamente dependente dos gestos e das atitudes do outro. Estamos livres para pensar sozinhos e,ao mesmo tempo, presos para sempre na incompreensão.
O desamor é tão fulminante quanto a atração, mas com consequências embaraçosas.Como narrar o que não tem enredo e reunir sentido em frases soltas e ensimesmadas?
Por que é duro sair de casa sem um motivo. Duro encarar quem amamos tanto tempo sem oferecer nenhuma explicação adequada e convincente para o fim.Duro conversar sem mesmo entender como ocorreu a passagem de lado, de uma fidelidade extrema e desesperada à indiferença. Duro executar a tarefa,sabendo que alguém aguarda ansiosamente uma palavra para desaguar os traços,uma palavra onde possa colocar a culpa e amaldiçoar nosso nome. Esse alguém precisa da palavra que não temos, como um pai ou uma mãe do corpo desaparecido do filho.
Vive-se a tragédia de não ter uma tragédia.Não haverá uma causa específica para a distância. Fugiremos do contato visual, por não corresponder mais às expectativas.
O que aumenta a penumbra é que incrivelmente nunca mais encontraremos nosso par, apesar de viver na mesma cidade, frequentar o mesmo bairro, dividir gostos semelhantes. Nenhum esbarrão no mercado ou na praça. Os amigos em comum apagam as pistas. Não dá para compreender se mudamos os hábitos ou os hábitos não nos pertenciam mesmo e queríamos agradar pensando que eram nossos.
profundo.... gostei!
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